As obras da UFN 3 devem ser retomadas no segundo semestre deste ano em Três Lagoas, após avanço na etapa de contratação conduzida pela Petrobras. Segundo a estatal, parte dos contratos já foi assinada e o restante deve ser finalizado ao longo do mês de maio.
Com a conclusão das assinaturas, o cronograma prevê que a mobilização das obras ocorra em até 60 dias. Na prática, isso significa que o início das atividades pode acontecer entre junho e julho, dependendo do encerramento das etapas contratuais restantes.
A retomada da UFN 3 foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras após reavaliação técnica e econômica do projeto, que confirmou sua viabilidade e aderência ao Plano de Negócios 2026–2030. O empreendimento estava paralisado desde 2015.
O investimento estimado para a conclusão da unidade é de cerca de US$ 1 bilhão, com início das operações comerciais previsto para 2029. Durante a fase de obras, a expectativa é de geração de aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos.
De acordo com a companhia, o projeto foi considerado economicamente atrativo, com Valor Presente Líquido (VPL) positivo em todos os cenários analisados, respeitando critérios rigorosos de governança e disciplina de capital.
Segundo a diretoria da Petrobras, a retomada do projeto reforça a estratégia de atuação no setor de fertilizantes, considerado fundamental para o agronegócio brasileiro e para a segurança do abastecimento nacional.
Importância estratégica da UFN 3
A unidade terá capacidade de produção de cerca de 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas de amônia. Parte desse volume será destinada à comercialização, ampliando a oferta interna de fertilizantes nitrogenados.
A produção será direcionada principalmente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, regiões com forte demanda do agronegócio.
A ureia é o fertilizante nitrogenado mais consumido no Brasil, com demanda anual de aproximadamente 8 milhões de toneladas, sendo amplamente utilizada em culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de aplicações na pecuária.
Com a retomada das obras prevista para os próximos meses, a UFN 3 volta a ocupar papel central na estratégia da Petrobras de fortalecer a produção nacional de fertilizantes e reduzir a dependência de importações.



















