El Niño

Inverno em MS pode ser mais quente que o normal e El Niño tem 92% de chance de ocorrer

Mato Grosso do Sul deverá enfrentar um inverno mais quente que o normal em 2026. A previsão consta no boletim mensal divulgado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), que aponta temperaturas acima da média histórica nos próximos meses e uma alta probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño.

De acordo com o relatório, o trimestre compreendido entre junho, julho e agosto apresenta maior tendência de registrar temperaturas superiores aos padrões climatológicos em grande parte do Estado. A análise indica um período potencialmente mais quente do que o observado historicamente para a estação.

Segundo o Cemtec, as temperaturas médias durante o trimestre costumam variar entre 18°C e 22°C na maior parte do território sul-mato-grossense. No extremo sul, os termômetros normalmente registram médias entre 16°C e 18°C, enquanto no extremo noroeste os valores ficam entre 22°C e 24°C.

Além da previsão de calor acima da média, o boletim destaca que há 92% de probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño entre junho e agosto. A projeção é baseada em dados do Climate Prediction Center (CPC), dos Estados Unidos, e do International Research Institute for Climate and Society (IRI).

Os modelos climáticos indicam que o fenômeno deverá se apresentar inicialmente com intensidade fraca a moderada durante o inverno. No entanto, para os meses seguintes, especialmente entre a primavera e o início do verão, cresce a possibilidade de fortalecimento do El Niño, podendo atingir intensidade forte ou até muito forte.

O aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, característica principal do fenômeno, pode provocar impactos importantes no clima. Entre os efeitos previstos estão temperaturas acima da média e aumento da frequência de ondas de calor. O Cemtec ressalta, porém, que o comportamento climático não depende exclusivamente do El Niño, já que outros sistemas atmosféricos também influenciam as condições meteorológicas na América do Sul.

Em relação às chuvas, a previsão para o trimestre aponta uma distribuição irregular em Mato Grosso do Sul. Os maiores volumes são esperados para a região extremo sul do Estado, enquanto áreas do norte, nordeste e noroeste deverão registrar os menores acumulados pluviométricos.

A divulgação do cenário ocorre após um mês de maio marcado por chuvas acima da média em grande parte do Estado, condição que contribuiu para a redução dos indicadores de seca em diversas regiões.

Apesar da melhora nos níveis de umidade do solo, a previsão de temperaturas elevadas para os próximos meses mantém o monitoramento climático como fator estratégico para o planejamento das atividades agropecuárias, a gestão dos recursos hídricos e as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.

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