Um documento com anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) indica que dois nomes ligados ao Partido Liberal em Mato Grosso do Sul teriam condicionado a desistência de pré-candidaturas ao Senado ao pagamento de valores milionários. As informações constariam em um mapa intitulado “Situação nos Estados”, apresentado durante reunião interna da sigla.
O material foi fotografado pela repórter da Folha de S.Paulo, Carolina Linhares, enquanto estava em posse do parlamentar, que também é pré-candidato à Presidência da República.
No trecho referente a Mato Grosso do Sul, o documento menciona a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, como uma das interessadas na disputa ao Senado. De acordo com as anotações, ela teria solicitado R$ 5 milhões para abrir mão da candidatura. Gianni é esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), conhecido como “Gordinho do Bolsonaro”.
Outro nome citado é o do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), que também se apresenta como pré-candidato ao Senado. Conforme o registro, Pollon teria pedido R$ 15 milhões para desistir da corrida eleitoral.
Nos bastidores, Pollon vem perdendo espaço dentro do partido desde que o ex-governador Reinaldo Azambuja assumiu o comando do PL em Mato Grosso do Sul. A expectativa é de que o parlamentar migre para o Partido Novo na próxima janela partidária.
O cenário estadual também envolve o governador Eduardo Riedel (PP), que deve disputar a reeleição com apoio do PL. Além disso, o partido trabalha com dois nomes para o Senado: o próprio Azambuja e o deputado estadual Capitão Contar.
Sobre Contar, as anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro registram a avaliação “recall, melhor nas pesquisas”, indicando percepção de vantagem em levantamentos de intenção de voto.
Até o momento, não houve manifestação pública dos citados sobre o teor do documento. O espaço segue aberto para posicionamentos.



















