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Polícia Civil confirma repasses milionários e indiciamentos em esquema envolvendo empresa de saneamento no MS

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul confirmou parte das declarações de executivos de uma empresa de água e esgoto que admitiram o pagamento de propina a políticos em seis estados do país, conforme revelado pelo UOL.

Segundo relatório da corporação, ao menos R$ 4,5 milhões saíram da empresa com diferentes destinos, entre eles R$ 1,4 milhão para a campanha do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) nas eleições de 2012, quando o partido buscava manter o comando da Prefeitura de Campo Grande (MS).

Em depoimento prestado em março de 2020, o executivo Amadeo afirmou ter sido procurado em 2011 pelo empreiteiro João Amorim, posteriormente investigado na Operação Lama Asfáltica.

Ao final do documento, a Delegacia de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) pede a abertura de novo inquérito para apurar repasses do grupo Aegea ao filho do ex-governador André Puccinelli (MDB). Entre 2013 e 2014, empresas teriam comprado R$ 326 mil em livros do advogado André Puccinelli Júnior, sendo que parte dos exemplares foi destinada a um servidor do governo estadual. Também há suspeita de que pagamentos feitos pela concessionária Guariroba a um escritório de advocacia tenham sido simulados.

No caso de João Amorim e de um executivo ligado à Aegea, identificado como “JJ”, a Polícia Civil indiciou ambos por desvio de recursos e lavagem de dinheiro. O Ministério Público deve decidir se apresenta denúncia formal contra os investigados.

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