Na reta final da janela partidária, o PSDB de Mato Grosso do Sul ganha um importante reforço com a filiação do ex-secretário da Casa Civil e ex-deputado estadual Eduardo Rocha. O ato também contou com a assinatura de filiação do deputado estadual Paulo Duarte.
Eduardo Rocha anunciou nesta quarta-feira (1º) sua saída do MDB, partido ao qual esteve filiado por 34 anos. A decisão representa uma mudança marcante em sua trajetória política, construída ao longo de três mandatos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
Ao comentar a saída, Rocha destacou o peso emocional do momento e relembrou o início de sua carreira, influenciada pelo ex-senador Ramez Tebet, seu sogro. Ele afirmou deixar o partido com sentimento de gratidão pela história construída ao longo de mais de três décadas.
O ex-deputado também ressaltou sua atuação política e o compromisso com a população sul-mato-grossense durante os anos em que exerceu mandatos no Legislativo estadual.
Novo momento no PSDB
Agora no PSDB, Eduardo Rocha afirma que inicia uma nova fase com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Ele destacou que chega ao partido ao lado de lideranças importantes, como o governador Eduardo Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja.
Durante o anúncio, Rocha também agradeceu o apoio de lideranças locais, incluindo o deputado estadual Pedro Caravina e o presidente municipal do partido, Jonas de Paula.
Mudanças também no cenário nacional
A movimentação política ocorre poucos dias após sua esposa, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também deixar o MDB. Após quase 30 anos na sigla, ela confirmou filiação ao PSB, em uma articulação com foco nas eleições de 2026.
Segundo o partido, a chegada de Simone Tebet é considerada estratégica para o fortalecimento do projeto nacional. A ministra deve disputar uma vaga no Senado por São Paulo e, para isso, deverá transferir seu domicílio eleitoral para o estado.
A mudança ocorre em meio a divergências regionais, especialmente em São Paulo, onde o MDB mantém alinhamento com setores de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva — cenário considerado incompatível com a nova estratégia política da ministra.




















