Glamour em xeque

Do luxo ao cárcere

A modelo Sara Monteiro, 36 anos, eleita Miss Universe Uberlândia 2025, foi presa na manhã desta quarta-feira (15), em São Paulo, durante a Operação Luxury. A ação investiga esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com atuação em três estados, incluindo Mato Grosso do Sul, onde três pessoas foram presas.

Em Uberaba (MG), a investigação identificou núcleo responsável pelo transporte de entorpecentes, composto por motoristas e batedores. Mato Grosso do Sul aparece como ponto de origem da droga, distribuída para o Triângulo Mineiro e outras regiões. Dois investigados considerados centrais mudaram-se recentemente para São Paulo após venda de imóvel em condomínio de luxo em Uberlândia (MG).

De acordo com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, Sara Monteiro figura entre os principais alvos e mantém ligação direta com o núcleo financeiro da organização. Apuração indica relação conjugal com um dos líderes, ainda foragido. O nome da operação faz referência a uma loja vinculada ao casal, chamada Luxury Closet Feminino.

Investigações apontam participação em lavagem de dinheiro, com despesas elevadas em viagens, vestuário e procedimentos estéticos. Atuação também foi identificada em negócios ligados ao setor de estética e ao comércio de roupas femininas. Não há indícios de atuação na coordenação das atividades criminosas.

Relatórios indicam presença em propriedade rural em Uberlândia, apontada como base logística para transporte de drogas. O local era utilizado por integrantes do grupo.

Sara Monteiro deve responder por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e participação em organização criminosa. Identidade do companheiro não foi divulgada.

Entre os presos em Mato Grosso do Sul, Djoelson havia sido detido em 2021 por tráfico e cumpria pena em liberdade. Em 2018, foi preso com outros cinco indivíduos, incluindo paraguaios, transportando grande quantidade de maconha em veículo na Vila Romana, em Campo Grande.

José Augusto da Silva Grisosto, conhecido como “Pinga”, foi preso em Vista Alegre, distrito de Maracaju, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. Outro investigado, Inaercio, possui antecedente de prisão em 2014, acusado de homicídio no Bairro Santa Luzia, também na Capital.

A operação também teve como foco o bloqueio de patrimônio estimado em R$ 61 milhões. Foram cumpridos 22 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 39 de busca e apreensão, além de determinação de sequestro de bens.

As investigações tiveram início em abril de 2025, após apreensão de cerca de 1,1 tonelada de maconha em Frutal (MG). Com o avanço das diligências, o volume total apreendido chegou a 5,9 toneladas em diferentes municípios ligados ao grupo. Principais alvos concentram-se em Uberlândia (MG), onde atuam integrantes ligados à chefia da organização.

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