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Inverno terá períodos de calor acima da média e pouca chuva em Mato Grosso do Sul

Mesmo após o registro de temperaturas negativas em cidades de Mato Grosso do Sul na última semana, a previsão climática indica que o inverno de 2026 deve ser menos rigoroso no Estado. A tendência para os próximos meses é de temperaturas acima da média histórica e manutenção do cenário de estiagem.

A previsão foi divulgada pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) e aponta que o trimestre entre junho, julho e agosto será marcado por períodos mais longos de calor, apesar da possibilidade de entradas pontuais de massas de ar frio.

Segundo o meteorologista do Cemtec, Vinícius Sperling, episódios de queda acentuada nas temperaturas ainda devem ocorrer durante a passagem de frentes frias, fenômeno típico do inverno no Centro-Oeste.

“Episódios de queda acentuada nas temperaturas ainda devem ocorrer, principalmente durante a passagem de frentes frias”, explicou.

Apesar disso, os modelos climáticos indicam predominância de temperaturas acima da média em Mato Grosso do Sul, cenário influenciado pela formação do fenômeno El Niño.

Conforme as projeções, a chance de consolidação do fenômeno entre junho e agosto chega a 92%. A tendência é que ele ganhe força ao longo do segundo semestre de 2026, aumentando a influência sobre o calor no Estado.

De acordo com o especialista, o El Niño deve impactar principalmente as temperaturas, favorecendo períodos prolongados de calor, sobretudo no fim do inverno e início da primavera.

Três Lagoas deve ter tardes quentes e baixa umidade

Na região leste do Estado, onde está localizada Três Lagoas, o inverno também deve ser menos rigoroso do que em anos anteriores.

Segundo projeções do Cemtec e da Semadesc, os meses de junho, julho e agosto terão predomínio de dias mais quentes para a estação, embora ainda possam ocorrer ondas de frio passageiras, principalmente em julho.

A tendência para o município é de manhãs frias em alguns períodos, porém sem frio prolongado. Já as tardes devem ser mais quentes e secas, com baixa umidade do ar em vários dias.

A previsão também aponta chuvas mal distribuídas ao longo do inverno, com possibilidade de estiagem em parte da estação e menor chance de geadas fortes em comparação às cidades do sul do Estado.

Na prática, o inverno em Três Lagoas deve ter poucos dias de frio intenso, maior sensação de calor durante as tardes e predomínio de tempo seco entre julho e agosto.

Com a baixa umidade, aumenta ainda o risco de queimadas e problemas respiratórios durante os meses mais secos do ano.

Cenário de estiagem continua

O Cemtec também alerta que, mesmo com possibilidade de chuva em algumas regiões, o inverno continuará sendo de pouca precipitação no Estado.

Isso ocorre porque as chuvas previstas devem acontecer de forma isolada e sem volume suficiente para reverter o déficit hídrico acumulado nos últimos anos, incluindo a recuperação do nível do Rio Paraguai.

“Mesmo que algumas regiões registrem chuva acima da média em determinados momentos, isso não muda o cenário geral de estiagem, já que o inverno historicamente é um período seco em Mato Grosso do Sul”, destacou Sperling.

Segundo a previsão, os acumulados de chuva entre junho e agosto devem variar entre 75 e 200 milímetros na maior parte do território sul-mato-grossense. No extremo sul, os índices podem chegar aos 300 milímetros. Já nas regiões norte, nordeste e noroeste, os volumes previstos ficam entre 25 e 50 milímetros.

Historicamente, o inverno em Mato Grosso do Sul apresenta temperaturas médias entre 18°C e 22°C na maior parte do Estado. Na região sul, as médias ficam entre 16°C e 18°C, enquanto o extremo noroeste costuma registrar temperaturas entre 22°C e 24°C.

O inverno começa oficialmente em 21 de junho e, neste ano, deve alternar entre episódios pontuais de frio intenso e períodos mais prolongados de calor acima da média climatológica.

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