A reativação das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), em Três Lagoas, começou a provocar os primeiros impactos no mercado de trabalho da região. Empresas ligadas à execução do empreendimento já iniciaram processos de estruturação no município, com abertura de vagas e formação de equipes para atuar nas etapas iniciais da retomada.
Entre as companhias que começaram a se instalar na cidade está a Engeko Engenharia, responsável por parte dos serviços previstos no cronograma da obra. A empresa atua nos chamados pacotes 1, 2 e 4 do projeto e já deu início à mobilização operacional para atender à nova fase da construção da fábrica.
A expectativa é de que a maior parte das contratações priorize trabalhadores de Três Lagoas e municípios vizinhos, impulsionando a economia regional após anos de paralisação do empreendimento.
Parada desde 2014, a UFN3 voltou ao centro das discussões após a Petrobras confirmar, neste mês, que mantém negociações para finalizar a unidade industrial. O Conselho de Administração da estatal já aprovou a continuidade definitiva da obra, considerada estratégica para ampliar a produção nacional de fertilizantes.
O investimento estimado para conclusão da planta gira em torno de US$ 1 bilhão. A previsão da Petrobras é de que a fábrica entre em operação comercial em 2029.
Durante o período de construção, a estimativa é de geração de aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos. Depois de concluída, a unidade terá capacidade para produzir cerca de 3,6 mil toneladas de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia por dia, produtos essenciais para o setor agrícola e para a indústria petroquímica.
A retomada da UFN3 também é vista como um dos maiores impulsos econômicos previstos para Mato Grosso do Sul nos próximos anos, com reflexos diretos nos setores de comércio, serviços, transporte e habitação em Três Lagoas.



















