Alerta

Três Lagoas confirma caso de meningite meningocócica

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas, por meio da Vigilância Epidemiológica, confirmou um caso de doença meningocócica registrado no município neste ano. Segundo a pasta, todas as medidas previstas pelo Ministério da Saúde foram adotadas imediatamente após a notificação do caso, incluindo investigação epidemiológica, monitoramento de contatos próximos e indicação de quimioprofilaxia para pessoas elegíveis nos ambientes escolar e esportivo frequentados pelo paciente.

As equipes de saúde também realizam orientações aos familiares, instituições envolvidas e demais pessoas que tiveram contato próximo com o caso confirmado.

De acordo com a SMS, a meningite bacteriana exige contato próximo e prolongado para aumentar o risco de transmissão, motivo pelo qual não há recomendação de fechamento de escolas ou suspensão de atividades.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) esclareceu que os casos recentes de meningite registrados em Mato Grosso do Sul não configuram surto. Conforme o órgão, para que haja caracterização de surto é necessária a confirmação de dois ou mais casos com vínculo epidemiológico comprovado, situação que não ocorre atualmente.

Até a Semana Epidemiológica 17 de 2026, Mato Grosso do Sul contabiliza 34 casos confirmados de meningite e oito óbitos causados por diferentes agentes etiológicos, incluindo vírus, bactérias e fungos. Os registros seguem sendo monitorados pelas equipes de vigilância em saúde.

Dos oito óbitos registrados neste ano, seis ocorreram em Campo Grande, um em Corumbá e um em Dourados. Segundo dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), três mortes foram causadas por meningite bacteriana, três por meningite pneumocócica, uma por meningite fúngica e outra segue classificada como não especificada.

A SES informou ainda que os números permanecem dentro do padrão epidemiológico observado nos últimos anos. Em 2022, foram registrados 134 casos confirmados; em 2023, 132; em 2024, 131; e em 2025, 115 casos.

O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, destacou que o cenário exige atenção contínua, mas sem indicação de transmissão em larga escala.

“O cenário não caracteriza surto, mas exige atenção permanente. Nosso papel é manter a vigilância ativa e garantir que a rede assistencial esteja preparada para identificar e conduzir os casos de forma oportuna”, afirmou.

A Vigilância Epidemiológica reforça o alerta para os principais sintomas da meningite, que podem evoluir rapidamente e exigem atendimento médico imediato. Entre os sinais estão febre alta súbita, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz, manchas na pele e alterações no nível de consciência.

A orientação das autoridades de saúde é para que a população procure imediatamente uma unidade de saúde diante de qualquer suspeita da doença. A SMS de Três Lagoas informou que seguirá acompanhando o caso e mantendo as ações de vigilância, prevenção e orientação à população.

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